segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Uivante.

São estrelas que colidem.
Esmagam sonhos no vazio
com que sonho todos os dias,
nestas distantes saudades
do ar, que senti,
que por momentos senti
junto de mim.
Expiro-o para mim...
sou egoísta.

Revelo-me perante o escuro
mais negro que preto,
mais fraco que brancos,
pálidos suspiros
que me roubam de mim.

Tudo nisto é a distância
do meu ser,
é a saudade do meu viver,
é o vazio de nada ver.
Um cego, cegado pelo negro
que ele cria
em cada andar,
feito de pesar
que não se mostra.
Sou um forte fraco
porque em tanto que seguro,
e em nada posso ser segurado.

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