terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Som de Fundo

Seguro uma caixa
como se nela guardasse a minha vida.
Seguro-a tão gentilmente contra mim,
sem saber o porque reajo assim
contra tudo o que lhe toca.

Imagino que nesta caixa
está uma ponte, tão grande
que me toca
que me liberta
que me faz viajar.
Sonhar Quiçá,
para um monte Olimpo meu.

Mas de que serve ter um monte
tão olimpicamente conseguido
se os salões estão vazios?
Se as estradas estão desfolhadas
de sorrisos?
desmembradas de andares?

é um barulhinho que oiço ao longe...
A minha caixa, abre-se e nada é revelado.
A minha ponte? sou eu que a prego
e martelo neste monte.
Os meus dedos vão doer de tanto falhar
mas vou a construir...
De por onde der...

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