Que há, minha querida,
nesse piano que tocas?
Que há mais? Do que peças
que pedimos?
Sons que imaginamos ouvir...
Sinto-me com sorte
por me sentar ao lado desse
piano,
onde as gentis mãos
tocam as severas teclas,
onde o branco e o preto
parecem tão distintos
e não existe nenhum cinzento...
Adoro ouvir-te.
Nem que seja a rir,
por cinco segundos
escassos,
esquecidos do cinzento
e monótono,
quebrados por esse mesmo rir.
Sinto-me com sorte,
porque me atrevo a sonhar...
Junto deste piano,
junto de ti, minha querida.
Sem comentários:
Enviar um comentário