Sem sol que seria do meu mundo,
tão pequeno?
Que seria da terra onde estou
se um sublime brilhar
não se atrevesse a estar?
Um iluminar
que me toca
todos os dias,
mesmo sem nunca cá presenciar
o momento em que os meus olhos
descolam para um novo dia.
Tenho mil pensamentos
que correm neste mar
onde nada existe.
Se nada existe então
algo existe,
existe o nada, o silêncio
das vozes que vieste silenciar.
Ajuda-me aqui a imaginar
um momento
onde tudo é um detalhe
que conheci
sem saber.
E nesse detalhe perco-me,
como um viajante sem rumo
abraço a cidade do teu ser.
Perco-me nos passos que desconheço,
peço direcções e sigo setas
até chegar ao centro
ao coração dessa cidade.
Estarás lá.
A tua presença
será o detalhe que mais
me fascinará.
Sem comentários:
Enviar um comentário