domingo, 14 de fevereiro de 2010

O que se passa

Que dias despidos de razão
de sentir, de emoção
de qualquer uma vontade
ou sequer liberdade
para me moldar o caminho.

Até que uma luz,
pequena brilha.
há algo nessa luz
que me mantém colado a ela.

Pode não ser a altura ideal
mas quando é que existe
momento certo?
Momento onde partilhar
um segredo que existe?

Os meus segredos
são suplícios
doces da vaga ternura
que tento pulverizar sobre
o meu olhar.

Olho para esta luz,
neste dia, nesta noite
não tão fatídica
agora que ela está presente.

Dar-te-ei um dia que
nunca termina.
Deixa-me ver para além
desses fabulosos olhos
que não consigo alcançar.

Dar-te-ei uma vida
longe de perfeita
mas toda ela vivida
rica de tudo o que
posso dar.

Dar-te-ei o que sou.
Um guardião que em sigilosos
passos,
conheceu cantos de casas
de igrejas
de selvas e fronteiras,
raros e comuns lugares
cada um individual e colectivo
na sua própria forma...
Com esses lugares
Cheguei de algum modo a ti.

Levanto-me do quarto
e nas telhas proclamo tudo.

Não sou messias
mas profetizo
que serei feliz
se não negar
o "algo" que há entre nós.
Se aspirar a juntar o teu céu
ao meu.

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