Deitado sobre a relva,
sobre este verde agora pintado
de negro pela escuridão
que a toca,
fecho os olhos.
Fecho-os na esperança.
Sinto toques suaves,
caricias que são
pequenos ultrajes
que me provocam a abrir-los.
Mas deverei?
Se não estiveres aqui quando
os abrir
que desilusão será...
Não és tu.
É minha mente que brinca comigo
como gato e cordel.
No fim sei que vou manter-los
fechados, encerrados para balanço.
Sinto que há algo de errado
porque deles saem água
por mais que me esforce.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Onde estou?
Como rebentos que nascem no amanhecer
recebo o sol como se fosse
a primeira vez,
perdida de viver
inculta e sem saber.
Onde estou? quem sou?
Que perguntas farei para ter
respostas?
Mesmo sabendo que a vida é
uma busca insana por respostas,
que residem em perguntas.
Onde estou? Quem sou?
Porque nasço aqui
neste pequeno momento
tão singularmente seco
e solitáriamente quente?
Passarão dias e noites
sem respostas
ao sabor de ventos
de discórdias
direi que tudo o que sei
é que não sei quem sou
nem onde estou.
Mas sei o que quero:
Descobrir o sorrir
Onde estás? Onde estás?
Meu sorriso feito de nada
Que me desola do tudo
que pergunto?
recebo o sol como se fosse
a primeira vez,
perdida de viver
inculta e sem saber.
Onde estou? quem sou?
Que perguntas farei para ter
respostas?
Mesmo sabendo que a vida é
uma busca insana por respostas,
que residem em perguntas.
Onde estou? Quem sou?
Porque nasço aqui
neste pequeno momento
tão singularmente seco
e solitáriamente quente?
Passarão dias e noites
sem respostas
ao sabor de ventos
de discórdias
direi que tudo o que sei
é que não sei quem sou
nem onde estou.
Mas sei o que quero:
Descobrir o sorrir
Onde estás? Onde estás?
Meu sorriso feito de nada
Que me desola do tudo
que pergunto?
domingo, 10 de janeiro de 2010
Pintas-me?
Perco-me sempre que desejo
ser livre,
Perco-me na imensidão do azul
desenhado por breves momentos
que assisto impacientemente
por me libertar.
Sonho em sonhar
um sonho livre
livre de pensar.
Contra as cores eu me esbarro
e levanto asas ao céu
de onde nenhum véu surgirá
nenhuma noite me estragará
nenhuma vontade me esmagará.
Essas cores que me pintariam,
um balde panopliado de cores
como que jogarás assim que te vir.
Pintas-me meu anjo?
Pintas-me neste céu que peço?
Pintas-me neste momento
solenemente guardado
para sempre em mim?
ser livre,
Perco-me na imensidão do azul
desenhado por breves momentos
que assisto impacientemente
por me libertar.
Sonho em sonhar
um sonho livre
livre de pensar.
Contra as cores eu me esbarro
e levanto asas ao céu
de onde nenhum véu surgirá
nenhuma noite me estragará
nenhuma vontade me esmagará.
Essas cores que me pintariam,
um balde panopliado de cores
como que jogarás assim que te vir.
Pintas-me meu anjo?
Pintas-me neste céu que peço?
Pintas-me neste momento
solenemente guardado
para sempre em mim?
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Pétalas
São pétalas de rosa que
tiro ao sabor do vento.
E sem saber porquê
fito o caminho manchado de vermelho
que deixei atrás de mim
com um certo pesar.
É um mar de Rosas perdidas
como eu e tu.
Perdemos-nos no que havia,
no que foi e é:
o dissabor do nada
que nos atinge
enquanto trocamos olhares.
Exacto, já não temos nada.
Perdemos palavras e conversas
que ambos sabemos as respostas
e metodicamente acenamos e
gesticulamos, num tédio
que geramos em ambos.
tiro ao sabor do vento.
E sem saber porquê
fito o caminho manchado de vermelho
que deixei atrás de mim
com um certo pesar.
É um mar de Rosas perdidas
como eu e tu.
Perdemos-nos no que havia,
no que foi e é:
o dissabor do nada
que nos atinge
enquanto trocamos olhares.
Exacto, já não temos nada.
Perdemos palavras e conversas
que ambos sabemos as respostas
e metodicamente acenamos e
gesticulamos, num tédio
que geramos em ambos.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Perdidos em Vales
Sorrisos que não devem ser dados
são aqueles que finges todo o momento
em que te toco na cara
e pergunto por ti.
Onde estás?
Neste vale do nada
onde pedaços frios tentas reunir.
O balanço da vida foi-se
como um rio
a fluir lentamente.
Dancemos os dois
neste vale perdido onde
perdidamente buscamos o que
perdemos.
Venham as mentiras
onde fingimos de mãos dadas
sermos algo mais do que somos.
Comigo não gastes sorrisos,
prefiro que soltes essa lágrima
acorrentada ao canto do teu olho.
Não fujo pela maré
que irás fazer subir.
são aqueles que finges todo o momento
em que te toco na cara
e pergunto por ti.
Onde estás?
Neste vale do nada
onde pedaços frios tentas reunir.
O balanço da vida foi-se
como um rio
a fluir lentamente.
Dancemos os dois
neste vale perdido onde
perdidamente buscamos o que
perdemos.
Venham as mentiras
onde fingimos de mãos dadas
sermos algo mais do que somos.
Comigo não gastes sorrisos,
prefiro que soltes essa lágrima
acorrentada ao canto do teu olho.
Não fujo pela maré
que irás fazer subir.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Apertar
Acordo para um amanhecer
como se ele nunca tivesse chegado.
E Desperto e desperto,
Acordo e acordo
como se me estivesse prestes a perder
numa cor que não conheço o nome.
Levanto-me perante este
momento que acordo
e relembro-me:
Das noites mal dormidas,
das batalhas mal vencidas
na sua invictividade.
Ergo-me agora diante o Sol
que nunca vi.
Entrego a estas cores,
estes momentos fracos
de sentido
mas plenos de sentimento,
que construí a minha volta
uma vontade, uma postura
onde o encontrar é nada
e o procurar é tudo.
Ergo-me aqui para me erguer
perante a um sol que nunca vi
mas que desejo ver.
Seguro o meu cordão
Enquanto pulsa o sangue.
Seguro minha pouca alma
Enquanto recordo de tudo...
como se ele nunca tivesse chegado.
E Desperto e desperto,
Acordo e acordo
como se me estivesse prestes a perder
numa cor que não conheço o nome.
Levanto-me perante este
momento que acordo
e relembro-me:
Das noites mal dormidas,
das batalhas mal vencidas
na sua invictividade.
Ergo-me agora diante o Sol
que nunca vi.
Entrego a estas cores,
estes momentos fracos
de sentido
mas plenos de sentimento,
que construí a minha volta
uma vontade, uma postura
onde o encontrar é nada
e o procurar é tudo.
Ergo-me aqui para me erguer
perante a um sol que nunca vi
mas que desejo ver.
Seguro o meu cordão
Enquanto pulsa o sangue.
Seguro minha pouca alma
Enquanto recordo de tudo...
domingo, 3 de janeiro de 2010
Passos
Dou passos largos
sem qualquer noção da amplitude
com que os dou.
será que é isto Fugir?
Onde tudo me impede
de olhar para trás,
de olhos no chão
como se fosse
caminho de uma estrada só.
Parei por momentos
ofegantes
e olhando para trás
nisto reparei:
Não escapo.
Não escapo de forma alguma
de mim.
sem qualquer noção da amplitude
com que os dou.
será que é isto Fugir?
Onde tudo me impede
de olhar para trás,
de olhos no chão
como se fosse
caminho de uma estrada só.
Parei por momentos
ofegantes
e olhando para trás
nisto reparei:
Não escapo.
Não escapo de forma alguma
de mim.
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