Deitado sobre a relva,
sobre este verde agora pintado
de negro pela escuridão
que a toca,
fecho os olhos.
Fecho-os na esperança.
Sinto toques suaves,
caricias que são
pequenos ultrajes
que me provocam a abrir-los.
Mas deverei?
Se não estiveres aqui quando
os abrir
que desilusão será...
Não és tu.
É minha mente que brinca comigo
como gato e cordel.
No fim sei que vou manter-los
fechados, encerrados para balanço.
Sinto que há algo de errado
porque deles saem água
por mais que me esforce.
Sem comentários:
Enviar um comentário