segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Esforço vão

Deitado sobre a relva,
sobre este verde agora pintado
de negro pela escuridão
que a toca,
fecho os olhos.
Fecho-os na esperança.

Sinto toques suaves,
caricias que são
pequenos ultrajes
que me provocam a abrir-los.
Mas deverei?
Se não estiveres aqui quando
os abrir
que desilusão será...
Não és tu.
É minha mente que brinca comigo
como gato e cordel.

No fim sei que vou manter-los
fechados, encerrados para balanço.
Sinto que há algo de errado
porque deles saem água
por mais que me esforce.

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