Como rebentos que nascem no amanhecer
recebo o sol como se fosse
a primeira vez,
perdida de viver
inculta e sem saber.
Onde estou? quem sou?
Que perguntas farei para ter
respostas?
Mesmo sabendo que a vida é
uma busca insana por respostas,
que residem em perguntas.
Onde estou? Quem sou?
Porque nasço aqui
neste pequeno momento
tão singularmente seco
e solitáriamente quente?
Passarão dias e noites
sem respostas
ao sabor de ventos
de discórdias
direi que tudo o que sei
é que não sei quem sou
nem onde estou.
Mas sei o que quero:
Descobrir o sorrir
Onde estás? Onde estás?
Meu sorriso feito de nada
Que me desola do tudo
que pergunto?
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