domingo, 31 de janeiro de 2010

Aqui.

Soletro tão saudosamente
o que fui na tua ausência.

Estou aqui nesta cadeira,
um cadeirão de duvidas
que me tomam por garantido,
que me choram sem sentido,
sem vontade ou perdão.
Mas continuo sentado
ouvindo os seus choros
onde a angustia predomina
as palavras soltas que eu
devia parar.

Serei surdo? Ou apenas desejo ser?
Onde o medo se mantém
e o desejo de o ser
se torna mais forte
pergunto-me:

Se apreciar o silêncio
que não oiço
irei detestar as vozes
que me tomam?

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