sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Espasmos de Memorias

Conforto-me em memórias,
teclas perdidas
que toquei na minha vida.

Saltamos portões,
grades e trovões
que imaginaram impossíveis.
Somos perdidos e inalcançáveis
eu e tu.

Mas quem és tu,
e quem sou eu?
Que razões temos nós
para nos atirar?

Eu ouvi a tua voz
bem dentro de mim.
contudo, a fúria era maior
que um tornado em si.
Para tudo calar
com silêncio de vozes atormentadas.

Será que todas as razões
que me das
são apenas mentiras?
Compras tempo com palavras gastas?
Ou atira-as contra um vento
que carrego em mim
Alimentando o tornado?

Conforto-me em memórias,
teclas perdidas e partidas
que não me atrevo a tocar
nunca mais.

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