Se te visse por um momento,
desgraçado de graça
poluído de luz,
que me diriam minhas vozes
que me guiam entres as nozes
dadas por Deus a minha pessoa?
Se te tocasse por um momento,
proposto de becos sem saídas
imaginado em realidades infinitas,
que me diriam meus olhos
que me fitam entres os espelhos
oferecidos por todos vós?
Não te toco nem te vejo.
Não te sinto nem te avisto...
Perdoa-me por não conseguir
perdoar, mas estou cansado
de tentar olhar
de tentar tocar
o que estará sempre longe de mim.
Tenho sede...
E tenho Frio.
Ao menos algo tenho.
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