Somos construtores
de pirâmides que sonhamos
com áridos desejos de ser,
lagos estéreis de entender.
Somos construtores,
bloco a bloco criamos
e idealizamos vidas feitas
e não vividas, sempre utópicas
idílicas.
Será que existe uma construção infalível?
ou apenas iludimo-nos para pensar assim?
Será que haverá quem aponte os defeitos?
Ou simplesmente temos que ignorar e ser ignorados?
Ignoramos as pirâmides dos outros
e vivemos com as nossas
desprovidas de realidade.
Blocos de areia que se desfazem
com a água da realidade
que brota quando despertamos.
Brotai terna água.
Desfaz-me. Desfaz tudo o que construí.
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