Por vezes, pereço um pouco
por parecer um parecido aos
segundos que me escorrem nos dedos
lambidos de sorrisos.
Se me focar em algo, foco-me no presente.
Um presente que me foi dado, que preferia
nem ter desembrulhado.
Este doce mal, que me malícia
como impero de nada
que eu construo em olhares de dor.
E se um dia sentir, magoa-me.
Deixa-me deixado,desaparecido desencontrado
despejado de destino, de desejo, de destreza
destruidora.
Sentes? Claro que não
Aqui jaz algo que viveu sem ser vivo.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Implantes
Na implantação de uma alma
roupa é a ultima preocupação.
São implantados ventos ideais,
baús desejosos
fogos desejosos
frios impiedosos e muitos mais
osos que possamos imaginar.
Mas na câmara do coração jazem mais
segredos, mais tenores de pequenas vozes
arquitectos de desenhos imperfeitos.
Que jaz na minha alma implantada?
O sonho. Sonhar para mim será o viver e vivo
sonhando um vivido sonho.
roupa é a ultima preocupação.
São implantados ventos ideais,
baús desejosos
fogos desejosos
frios impiedosos e muitos mais
osos que possamos imaginar.
Mas na câmara do coração jazem mais
segredos, mais tenores de pequenas vozes
arquitectos de desenhos imperfeitos.
Que jaz na minha alma implantada?
O sonho. Sonhar para mim será o viver e vivo
sonhando um vivido sonho.
sábado, 4 de setembro de 2010
Somente pulsar
Pulsantes sensações inebriam o que queres
e o que te trai é a traição do desejo feito de fogo
Que descai o manto frio que pareces ter.
Para. Tudo para em sibilantes momentos
em que cerras um dos mil punhos que abriste
em socorro de quem te dispensaria.
E nesse caminho manchado decides ponderar
que não há mais escolhas ou folhas a virar
apenas a certeza que o teu egoísmo deve reinar.
e o que te trai é a traição do desejo feito de fogo
Que descai o manto frio que pareces ter.
Para. Tudo para em sibilantes momentos
em que cerras um dos mil punhos que abriste
em socorro de quem te dispensaria.
E nesse caminho manchado decides ponderar
que não há mais escolhas ou folhas a virar
apenas a certeza que o teu egoísmo deve reinar.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Olhos de neblina
No fogo que sinto, só sai fumo
da inevitável e saudosa neblina
que preenche este olhar.
Olhar em frente seria ver a faisca
que nasce todos os dias, faísca esta
que só existe porque as personagens desta vida se alinham.
Quem és tu? Fumo de meus olhos,
Fogo de meu ser,
Faisca de meu viver
senão um manto que nao me guia?
da inevitável e saudosa neblina
que preenche este olhar.
Olhar em frente seria ver a faisca
que nasce todos os dias, faísca esta
que só existe porque as personagens desta vida se alinham.
Quem és tu? Fumo de meus olhos,
Fogo de meu ser,
Faisca de meu viver
senão um manto que nao me guia?
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Corpo, ardor, Gemido.
Será que sentes o ardor
de quem grita por esse corpo?
Ou finges surdez em momentos
que são somente culpa tua?
E na insinuação, na provocação esperas ser
uma luz escura neste paraíso perdido
feito de asas de luxúria
que dançam sobre os céus da perdida tortura.
Como que um gemido,
esperas fazer sentido
onde já nada o faz e deixou de fazer.
E as tuas cores serão transparentes
para quem mais nada sentir
em petulantes pensares
feitos de quem quer pedir.
Pedem um fim
a tua tortura
a tua falsa ambição de transmitir ternura.
de quem grita por esse corpo?
Ou finges surdez em momentos
que são somente culpa tua?
E na insinuação, na provocação esperas ser
uma luz escura neste paraíso perdido
feito de asas de luxúria
que dançam sobre os céus da perdida tortura.
Como que um gemido,
esperas fazer sentido
onde já nada o faz e deixou de fazer.
E as tuas cores serão transparentes
para quem mais nada sentir
em petulantes pensares
feitos de quem quer pedir.
Pedem um fim
a tua tortura
a tua falsa ambição de transmitir ternura.
Pareço.
Sinto o tocar da água entre meus dedos,
meus longos e secos dedos
sedentos de aguas de tom bege
que se escondem na frescura do teu sorrir
na ternura do teu olhar.
Quero fazer uma música contigo,
tua voz dará melodia
aos pequenos olhares que troco
aos pequenos pensares que cismo
ter sem receber troco
de algo parecer.
Se parecer algo
pareço um louco que nada tem
mas tudo quer.
meus longos e secos dedos
sedentos de aguas de tom bege
que se escondem na frescura do teu sorrir
na ternura do teu olhar.
Quero fazer uma música contigo,
tua voz dará melodia
aos pequenos olhares que troco
aos pequenos pensares que cismo
ter sem receber troco
de algo parecer.
Se parecer algo
pareço um louco que nada tem
mas tudo quer.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Vaso
Segurei um vaso pensante,
um vaso de vale petulante
que pensava em como me mostrar
o que há.
Olha, são poucos os momentos em que
sigo desígnios, que arrisco em conflitos
senão os meus. Todavia desejo ser conflituado
por esse pequeno momento indagado
que me desejas mostrar.
Para onde apontas, vaso do destino
cujas verdes e amarelas rosas de terra
desejam afastar-se?
Que lugar é esse
tão feio, tão coeso de realidade
que até a beleza tenta escapar?
Existe o belo no real?
Ou seremos nós realmente feios
de ângulos e abreviaturas,
de nomes pomposamente atribuídos
pelo ruminante mascar do tempo?
Meu nome?
Não o sei, e prefiro não o conhecer.
Prefiro ser livre, sem atributo
onde o tempo nasce e morre ao mesmo tempo
e fita o sol e a lua
a luz que perdura pelo pequeno momento
em que atrevo
a sonhar mais uma vez
um pequeno suspiro soltado por minha
boca muda,
um pequeno suspiro onde jazes tu.
Aqui sim... Sei para onde me apontas,
e por isso deixo-te cair para o inevitável mole
para o inquebrável sul do meu corpo.
Se te partires é porque não achas-te motivo,
não conseguiste ser força.
um vaso de vale petulante
que pensava em como me mostrar
o que há.
Olha, são poucos os momentos em que
sigo desígnios, que arrisco em conflitos
senão os meus. Todavia desejo ser conflituado
por esse pequeno momento indagado
que me desejas mostrar.
Para onde apontas, vaso do destino
cujas verdes e amarelas rosas de terra
desejam afastar-se?
Que lugar é esse
tão feio, tão coeso de realidade
que até a beleza tenta escapar?
Existe o belo no real?
Ou seremos nós realmente feios
de ângulos e abreviaturas,
de nomes pomposamente atribuídos
pelo ruminante mascar do tempo?
Meu nome?
Não o sei, e prefiro não o conhecer.
Prefiro ser livre, sem atributo
onde o tempo nasce e morre ao mesmo tempo
e fita o sol e a lua
a luz que perdura pelo pequeno momento
em que atrevo
a sonhar mais uma vez
um pequeno suspiro soltado por minha
boca muda,
um pequeno suspiro onde jazes tu.
Aqui sim... Sei para onde me apontas,
e por isso deixo-te cair para o inevitável mole
para o inquebrável sul do meu corpo.
Se te partires é porque não achas-te motivo,
não conseguiste ser força.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Dispensa-se.
Nesta sala que desconheço tudo é movimento,
não exista algo que não seja derrapado para outro lado
para outro canto solitário, para outro meio solidário
para outra vontade que senti.
Como uma pequena concha no fundo do mar,
sinto eu o olhar que me tenta procurar
como se os deuses adivinhassem que da pior
forma parti.
é o burburinhe dos empurrões
no esclarecer das opiniões
Que dispenso.
Dispenso Deuses que se fazem sábios
porque sabedoria não cura vaso partido,
remendado, atirado contra o almofadado chão
da minha inexperiência.
é o burburinho... que eu deixo que seja.
não exista algo que não seja derrapado para outro lado
para outro canto solitário, para outro meio solidário
para outra vontade que senti.
Como uma pequena concha no fundo do mar,
sinto eu o olhar que me tenta procurar
como se os deuses adivinhassem que da pior
forma parti.
é o burburinhe dos empurrões
no esclarecer das opiniões
Que dispenso.
Dispenso Deuses que se fazem sábios
porque sabedoria não cura vaso partido,
remendado, atirado contra o almofadado chão
da minha inexperiência.
é o burburinho... que eu deixo que seja.
Culminar
Por mais tempo que passe nesta terra
dir-te-ei que foste meu céu,
onde de tudo respirei em breves momentos
senti que iriam culminar.
E penso em alcançar-te meu anjo,
eu caído continuo a caminhar
por aquele momento que eu sei
que existe se lutar.
Um momento onde não há pensar,
não há mais nada senão um toque
que iras sentir.
Um coração que bate pelo que foi quebrado,
um coração que não desiste de amar,
uma vontade que nasce do sonho
que foi e sempre será
a força que existe por te amar.
Onde tudo foi feito para ser quebrado,
e tudo será pelo tempo
gostaria que nunca fosse quebrado
o que sinto quando penso em ti.
dir-te-ei que foste meu céu,
onde de tudo respirei em breves momentos
senti que iriam culminar.
E penso em alcançar-te meu anjo,
eu caído continuo a caminhar
por aquele momento que eu sei
que existe se lutar.
Um momento onde não há pensar,
não há mais nada senão um toque
que iras sentir.
Um coração que bate pelo que foi quebrado,
um coração que não desiste de amar,
uma vontade que nasce do sonho
que foi e sempre será
a força que existe por te amar.
Onde tudo foi feito para ser quebrado,
e tudo será pelo tempo
gostaria que nunca fosse quebrado
o que sinto quando penso em ti.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Asa única
Numa asa que sai de minhas costas,
voa nela o meu sonho
voa nela minha força
tão leve e normal.
Ela bate, contra um céu de incerteza
que se espelha ao meu lado,
perfeito e desfigurado
daquilo que é real
daquilo que é normal.
E eu voo, num movimento complexado
que só eu posso entender agora.
Porque minha asa, tem força de mil
e mais nada fica igual.
Porque me deito nesse céu
desenho nesse perfeito
momento de duvida
um sorriso,
que tento esboçar
que tento abraçar
para mais nada sentir.
Esta asa, voa em cada momento
que meu coração o bate aqui,
aqui tão pertinho de ti.
voa nela o meu sonho
voa nela minha força
tão leve e normal.
Ela bate, contra um céu de incerteza
que se espelha ao meu lado,
perfeito e desfigurado
daquilo que é real
daquilo que é normal.
E eu voo, num movimento complexado
que só eu posso entender agora.
Porque minha asa, tem força de mil
e mais nada fica igual.
Porque me deito nesse céu
desenho nesse perfeito
momento de duvida
um sorriso,
que tento esboçar
que tento abraçar
para mais nada sentir.
Esta asa, voa em cada momento
que meu coração o bate aqui,
aqui tão pertinho de ti.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Sonhar é atrever
Sonhar é um atrever sem fazer,
é um esperar alcançar
é um desesperar por não ter...
Faz-me tela de teus sonhos
aqui neste bocado de terra sem cores
Que a mais, tem só de dores
A tua ausência é
mundo desprovido de odores
Que me mostram quem sou... oh...
Feliz, serei feliz ,mesmo já o sendo,
Serei feliz por me perder em braços
que não conheço
mas me entrego sem sombra de dúvida pintada
De odores que não conheço,
De dores que não sinto
de felicidade que existe.
Sonhar faz-me feliz.
Sorrio ao sonhar contigo.
é um esperar alcançar
é um desesperar por não ter...
Faz-me tela de teus sonhos
aqui neste bocado de terra sem cores
Que a mais, tem só de dores
A tua ausência é
mundo desprovido de odores
Que me mostram quem sou... oh...
Feliz, serei feliz ,mesmo já o sendo,
Serei feliz por me perder em braços
que não conheço
mas me entrego sem sombra de dúvida pintada
De odores que não conheço,
De dores que não sinto
de felicidade que existe.
Sonhar faz-me feliz.
Sorrio ao sonhar contigo.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Passos em Paços
No meu barco,
no meu alto barco que navega suavemente
como uma pena em água
perco-me com fragrâncias que
suspiram do teu olhar.
Neste barco,
neste meu barco que flutua gentilmente
há um desejo todo feito
de te encontrar
em terra enxuta de saudade,
desprovida de espaço e olhares
que não se cruzam.
Em pequenos passos
nos paços da cidade
da tal terra enxuta de saudade
irei abraçar-te.
É tudo questão de tempo...
Tudo é areia que me corre por entre os dedos
porque não espaço para mais.
em Minhas mãos seguro ternamente
o que sinto por ti.
no meu alto barco que navega suavemente
como uma pena em água
perco-me com fragrâncias que
suspiram do teu olhar.
Neste barco,
neste meu barco que flutua gentilmente
há um desejo todo feito
de te encontrar
em terra enxuta de saudade,
desprovida de espaço e olhares
que não se cruzam.
Em pequenos passos
nos paços da cidade
da tal terra enxuta de saudade
irei abraçar-te.
É tudo questão de tempo...
Tudo é areia que me corre por entre os dedos
porque não espaço para mais.
em Minhas mãos seguro ternamente
o que sinto por ti.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Pequeno Desenho
Sopram ventos de todas as direcções.
Sopram suaves ventos
de pequenos momentos
onde me limito a desenhar.
Um esboço
perder-me em ti, em luzes
de palavras numa voz terna,
tão meiga como um afagar de cabelos
ou um suspirar suave...
E nesses sopros tento enternecer,
o pequeno sorriso que despertas em mim.
A grande vontade que acordas,
como gigante preso em tão pequeno corpo...
Desenho com cuidado,
nunca tive jeito para rabiscar
e estou cansado de tanto andar a apagar,
de tanto arredondar
para ficar tudo tudo perfeito:
Um desenho imperfeito
feita de perfeita vontade
de te mostrar
o que penso,
o que imagino ou sonho ser
o que será momento tão feliz da minha vida.
"Olha.."digo eu enquanto levanto
este meu pequeno rabisco de nós dois
abraçados, a sorrir.
Sopram suaves ventos
de pequenos momentos
onde me limito a desenhar.
Um esboço
perder-me em ti, em luzes
de palavras numa voz terna,
tão meiga como um afagar de cabelos
ou um suspirar suave...
E nesses sopros tento enternecer,
o pequeno sorriso que despertas em mim.
A grande vontade que acordas,
como gigante preso em tão pequeno corpo...
Desenho com cuidado,
nunca tive jeito para rabiscar
e estou cansado de tanto andar a apagar,
de tanto arredondar
para ficar tudo tudo perfeito:
Um desenho imperfeito
feita de perfeita vontade
de te mostrar
o que penso,
o que imagino ou sonho ser
o que será momento tão feliz da minha vida.
"Olha.."digo eu enquanto levanto
este meu pequeno rabisco de nós dois
abraçados, a sorrir.
domingo, 4 de abril de 2010
Vislumbres
Vejo em vislumbres muito pequenos,
serenos momentos que decido abrandar ainda mais.
Tudo me passa pela retina, semi molhada de brilho,
semi cheia de sonhos, semi feita de vento
que deseja envolver-te.
E nesse momento,
tudo faz sentido
tudo perde o nada que me dizes
ser.
Porque o nada irá concretizar-se.
E eu te beijarei no além,
no limiar da minha imaginação
tornada verdade.
Meu sonho? És tu meu amor.
Meus olhos, minha retina vê,olha apenas para ti.
E confiante em meus passos estou
porque lá ao fundo, vejo cada segundo a escapar-me
como areia,
cada momento a sair como bala fugida
de arma perdida,
cada momento que passa,
está mais perto a tua chegada.
Mas mesmo assim abrando esses segundos
esses momentos que passam,
neles, aprecio cada momento.
Meu amor. Como é tudo tão belo.
serenos momentos que decido abrandar ainda mais.
Tudo me passa pela retina, semi molhada de brilho,
semi cheia de sonhos, semi feita de vento
que deseja envolver-te.
E nesse momento,
tudo faz sentido
tudo perde o nada que me dizes
ser.
Porque o nada irá concretizar-se.
E eu te beijarei no além,
no limiar da minha imaginação
tornada verdade.
Meu sonho? És tu meu amor.
Meus olhos, minha retina vê,olha apenas para ti.
E confiante em meus passos estou
porque lá ao fundo, vejo cada segundo a escapar-me
como areia,
cada momento a sair como bala fugida
de arma perdida,
cada momento que passa,
está mais perto a tua chegada.
Mas mesmo assim abrando esses segundos
esses momentos que passam,
neles, aprecio cada momento.
Meu amor. Como é tudo tão belo.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Monumento
E foi assim.
Desta forma nada habitual,
que me encontro
na minha sala de espelhos,
já nada desfeitos
feitos de luz.
Onde será?
que está esse sol
que me ilumina?
Que me mostra
os passos que já dei
e os que irei dar
neste caminho
construído na certeza
mas cheio de inconstante beleza.
Revejo-me nestes pedaços
de espelhos que quebro
eu com minhas mãos
sem sequer duvidar
do que existe em frente.
Como quem deixa de ser demente
arrisco a levantar o que ainda existe.
De sorriso feito parvo,
penso em construir um pequeno monumento
feito de todo o benevolente
pensar que me ofereces
com o teu jeito.
Construo o meu pequeno monumento,
em todo o pequeno momento
que desejo dizer-te o que estou a pensar.
Em teus braços, sou eu e apenas eu.
Desta forma nada habitual,
que me encontro
na minha sala de espelhos,
já nada desfeitos
feitos de luz.
Onde será?
que está esse sol
que me ilumina?
Que me mostra
os passos que já dei
e os que irei dar
neste caminho
construído na certeza
mas cheio de inconstante beleza.
Revejo-me nestes pedaços
de espelhos que quebro
eu com minhas mãos
sem sequer duvidar
do que existe em frente.
Como quem deixa de ser demente
arrisco a levantar o que ainda existe.
De sorriso feito parvo,
penso em construir um pequeno monumento
feito de todo o benevolente
pensar que me ofereces
com o teu jeito.
Construo o meu pequeno monumento,
em todo o pequeno momento
que desejo dizer-te o que estou a pensar.
Em teus braços, sou eu e apenas eu.
domingo, 7 de março de 2010
Certeza das incertezas
Conto com mãos largas
todos os momentos de incerteza,
todos tecidos pela tristeza
do olhar que nunca vi,
do sonho que nunca tive
dos braços que nunca senti.
E nesta vida onde as certezas são
incertezas,
onde os riscos fazem de homens
verdadeiras proezas,
Suspiro a um divino sorrir
que oiço do outro lado.
Não estás aqui, mas estás.
Sinto-o, sinto-te em cada passo incerto
na certeza, na falta de dúvida
de que estás aqui.
todos os momentos de incerteza,
todos tecidos pela tristeza
do olhar que nunca vi,
do sonho que nunca tive
dos braços que nunca senti.
E nesta vida onde as certezas são
incertezas,
onde os riscos fazem de homens
verdadeiras proezas,
Suspiro a um divino sorrir
que oiço do outro lado.
Não estás aqui, mas estás.
Sinto-o, sinto-te em cada passo incerto
na certeza, na falta de dúvida
de que estás aqui.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Que frio estava
Quando sonho
sonho de mente vazia,
como homem sem moradia
que vive em degraus.
Lá sentado, perdi-me neste rasto
que leva-me gentilmente, sem arrasto
nem força que seja demais.
E assim, com olhos desenhados
pelo giz dos teus desgarrados
e brilhantes abraços
que sinto apertados contra meu corpo
frio de nada sentir.
Encontro-me sem ter de fugir...
Sigo o rasto
como quem mais nada vê,
aqui e agora desejo perder-me
Nesse abraço teu que sonho ter.
Estava frio...
sonho de mente vazia,
como homem sem moradia
que vive em degraus.
Lá sentado, perdi-me neste rasto
que leva-me gentilmente, sem arrasto
nem força que seja demais.
E assim, com olhos desenhados
pelo giz dos teus desgarrados
e brilhantes abraços
que sinto apertados contra meu corpo
frio de nada sentir.
Encontro-me sem ter de fugir...
Sigo o rasto
como quem mais nada vê,
aqui e agora desejo perder-me
Nesse abraço teu que sonho ter.
Estava frio...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Tentativa
Ao som deste mar,
sorrio sem ter vontade de o fazer.
Um tolo não perde nada
quando o nada tem,
e sorrir faz sempre com que
tudo pareça mais fácil.
Se sorrir, e fingir
é porque te quero bem.
Não existem motivos
com que te preocupares
nada fica em mim
sem ser as saudades,
o adorar, de um naufragado
abraçar que imaginei vezes
e vezes sem conta.
Sorrir, faz com que pareça mais fácil.
Pena que quando sorria,
uma lágrima brilhe.
Que quando me perguntes
com essas palavras não tão raras,
se consigo olhar em frente
te responda de olhos fechados.
Sorrio, porque uma lágrima cai
para a palma de minha mão.
Ela aquece-me. Ela diz-me
que o que sinto
não é ilusão.
É mais forte que eu,
porque agora sonho
em sonhar contigo.
sorrio sem ter vontade de o fazer.
Um tolo não perde nada
quando o nada tem,
e sorrir faz sempre com que
tudo pareça mais fácil.
Se sorrir, e fingir
é porque te quero bem.
Não existem motivos
com que te preocupares
nada fica em mim
sem ser as saudades,
o adorar, de um naufragado
abraçar que imaginei vezes
e vezes sem conta.
Sorrir, faz com que pareça mais fácil.
Pena que quando sorria,
uma lágrima brilhe.
Que quando me perguntes
com essas palavras não tão raras,
se consigo olhar em frente
te responda de olhos fechados.
Sorrio, porque uma lágrima cai
para a palma de minha mão.
Ela aquece-me. Ela diz-me
que o que sinto
não é ilusão.
É mais forte que eu,
porque agora sonho
em sonhar contigo.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Som de Fundo
Seguro uma caixa
como se nela guardasse a minha vida.
Seguro-a tão gentilmente contra mim,
sem saber o porque reajo assim
contra tudo o que lhe toca.
Imagino que nesta caixa
está uma ponte, tão grande
que me toca
que me liberta
que me faz viajar.
Sonhar Quiçá,
para um monte Olimpo meu.
Mas de que serve ter um monte
tão olimpicamente conseguido
se os salões estão vazios?
Se as estradas estão desfolhadas
de sorrisos?
desmembradas de andares?
é um barulhinho que oiço ao longe...
A minha caixa, abre-se e nada é revelado.
A minha ponte? sou eu que a prego
e martelo neste monte.
Os meus dedos vão doer de tanto falhar
mas vou a construir...
De por onde der...
como se nela guardasse a minha vida.
Seguro-a tão gentilmente contra mim,
sem saber o porque reajo assim
contra tudo o que lhe toca.
Imagino que nesta caixa
está uma ponte, tão grande
que me toca
que me liberta
que me faz viajar.
Sonhar Quiçá,
para um monte Olimpo meu.
Mas de que serve ter um monte
tão olimpicamente conseguido
se os salões estão vazios?
Se as estradas estão desfolhadas
de sorrisos?
desmembradas de andares?
é um barulhinho que oiço ao longe...
A minha caixa, abre-se e nada é revelado.
A minha ponte? sou eu que a prego
e martelo neste monte.
Os meus dedos vão doer de tanto falhar
mas vou a construir...
De por onde der...
Atrevimentos
Se por um instante me atrevi,
a dizer que não
perdoa-me por sentir
que o meu mundo já
não sou eu.
Digo não ao que os meus olhos
vêem, com todas as certezas.
Factos tornam-se mentiras
que facilmente quebro,
vergo-os como metal
derretido pelo
meu calor. Este calor
que é teu, exclusivamente teu.
Destruir é mais fácil
que tudo, por isso destruo
os factos que nos distancia
e em um dia frágil
de segundos
que eu irei distorcer,
para que o minuto pareça uma hora
o segundo um minuto
a hora uma eternidade,
Irei ser um cavaleiro eterno.
E em meus braços
encontrarás uma segurança
que nunca necessitaste
mas que ta darei de qualquer forma.
a dizer que não
perdoa-me por sentir
que o meu mundo já
não sou eu.
Digo não ao que os meus olhos
vêem, com todas as certezas.
Factos tornam-se mentiras
que facilmente quebro,
vergo-os como metal
derretido pelo
meu calor. Este calor
que é teu, exclusivamente teu.
Destruir é mais fácil
que tudo, por isso destruo
os factos que nos distancia
e em um dia frágil
de segundos
que eu irei distorcer,
para que o minuto pareça uma hora
o segundo um minuto
a hora uma eternidade,
Irei ser um cavaleiro eterno.
E em meus braços
encontrarás uma segurança
que nunca necessitaste
mas que ta darei de qualquer forma.
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