E foi assim.
Desta forma nada habitual,
que me encontro
na minha sala de espelhos,
já nada desfeitos
feitos de luz.
Onde será?
que está esse sol
que me ilumina?
Que me mostra
os passos que já dei
e os que irei dar
neste caminho
construído na certeza
mas cheio de inconstante beleza.
Revejo-me nestes pedaços
de espelhos que quebro
eu com minhas mãos
sem sequer duvidar
do que existe em frente.
Como quem deixa de ser demente
arrisco a levantar o que ainda existe.
De sorriso feito parvo,
penso em construir um pequeno monumento
feito de todo o benevolente
pensar que me ofereces
com o teu jeito.
Construo o meu pequeno monumento,
em todo o pequeno momento
que desejo dizer-te o que estou a pensar.
Em teus braços, sou eu e apenas eu.
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Certeza das incertezas
Conto com mãos largas
todos os momentos de incerteza,
todos tecidos pela tristeza
do olhar que nunca vi,
do sonho que nunca tive
dos braços que nunca senti.
E nesta vida onde as certezas são
incertezas,
onde os riscos fazem de homens
verdadeiras proezas,
Suspiro a um divino sorrir
que oiço do outro lado.
Não estás aqui, mas estás.
Sinto-o, sinto-te em cada passo incerto
na certeza, na falta de dúvida
de que estás aqui.
todos os momentos de incerteza,
todos tecidos pela tristeza
do olhar que nunca vi,
do sonho que nunca tive
dos braços que nunca senti.
E nesta vida onde as certezas são
incertezas,
onde os riscos fazem de homens
verdadeiras proezas,
Suspiro a um divino sorrir
que oiço do outro lado.
Não estás aqui, mas estás.
Sinto-o, sinto-te em cada passo incerto
na certeza, na falta de dúvida
de que estás aqui.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Que frio estava
Quando sonho
sonho de mente vazia,
como homem sem moradia
que vive em degraus.
Lá sentado, perdi-me neste rasto
que leva-me gentilmente, sem arrasto
nem força que seja demais.
E assim, com olhos desenhados
pelo giz dos teus desgarrados
e brilhantes abraços
que sinto apertados contra meu corpo
frio de nada sentir.
Encontro-me sem ter de fugir...
Sigo o rasto
como quem mais nada vê,
aqui e agora desejo perder-me
Nesse abraço teu que sonho ter.
Estava frio...
sonho de mente vazia,
como homem sem moradia
que vive em degraus.
Lá sentado, perdi-me neste rasto
que leva-me gentilmente, sem arrasto
nem força que seja demais.
E assim, com olhos desenhados
pelo giz dos teus desgarrados
e brilhantes abraços
que sinto apertados contra meu corpo
frio de nada sentir.
Encontro-me sem ter de fugir...
Sigo o rasto
como quem mais nada vê,
aqui e agora desejo perder-me
Nesse abraço teu que sonho ter.
Estava frio...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Tentativa
Ao som deste mar,
sorrio sem ter vontade de o fazer.
Um tolo não perde nada
quando o nada tem,
e sorrir faz sempre com que
tudo pareça mais fácil.
Se sorrir, e fingir
é porque te quero bem.
Não existem motivos
com que te preocupares
nada fica em mim
sem ser as saudades,
o adorar, de um naufragado
abraçar que imaginei vezes
e vezes sem conta.
Sorrir, faz com que pareça mais fácil.
Pena que quando sorria,
uma lágrima brilhe.
Que quando me perguntes
com essas palavras não tão raras,
se consigo olhar em frente
te responda de olhos fechados.
Sorrio, porque uma lágrima cai
para a palma de minha mão.
Ela aquece-me. Ela diz-me
que o que sinto
não é ilusão.
É mais forte que eu,
porque agora sonho
em sonhar contigo.
sorrio sem ter vontade de o fazer.
Um tolo não perde nada
quando o nada tem,
e sorrir faz sempre com que
tudo pareça mais fácil.
Se sorrir, e fingir
é porque te quero bem.
Não existem motivos
com que te preocupares
nada fica em mim
sem ser as saudades,
o adorar, de um naufragado
abraçar que imaginei vezes
e vezes sem conta.
Sorrir, faz com que pareça mais fácil.
Pena que quando sorria,
uma lágrima brilhe.
Que quando me perguntes
com essas palavras não tão raras,
se consigo olhar em frente
te responda de olhos fechados.
Sorrio, porque uma lágrima cai
para a palma de minha mão.
Ela aquece-me. Ela diz-me
que o que sinto
não é ilusão.
É mais forte que eu,
porque agora sonho
em sonhar contigo.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Som de Fundo
Seguro uma caixa
como se nela guardasse a minha vida.
Seguro-a tão gentilmente contra mim,
sem saber o porque reajo assim
contra tudo o que lhe toca.
Imagino que nesta caixa
está uma ponte, tão grande
que me toca
que me liberta
que me faz viajar.
Sonhar Quiçá,
para um monte Olimpo meu.
Mas de que serve ter um monte
tão olimpicamente conseguido
se os salões estão vazios?
Se as estradas estão desfolhadas
de sorrisos?
desmembradas de andares?
é um barulhinho que oiço ao longe...
A minha caixa, abre-se e nada é revelado.
A minha ponte? sou eu que a prego
e martelo neste monte.
Os meus dedos vão doer de tanto falhar
mas vou a construir...
De por onde der...
como se nela guardasse a minha vida.
Seguro-a tão gentilmente contra mim,
sem saber o porque reajo assim
contra tudo o que lhe toca.
Imagino que nesta caixa
está uma ponte, tão grande
que me toca
que me liberta
que me faz viajar.
Sonhar Quiçá,
para um monte Olimpo meu.
Mas de que serve ter um monte
tão olimpicamente conseguido
se os salões estão vazios?
Se as estradas estão desfolhadas
de sorrisos?
desmembradas de andares?
é um barulhinho que oiço ao longe...
A minha caixa, abre-se e nada é revelado.
A minha ponte? sou eu que a prego
e martelo neste monte.
Os meus dedos vão doer de tanto falhar
mas vou a construir...
De por onde der...
Atrevimentos
Se por um instante me atrevi,
a dizer que não
perdoa-me por sentir
que o meu mundo já
não sou eu.
Digo não ao que os meus olhos
vêem, com todas as certezas.
Factos tornam-se mentiras
que facilmente quebro,
vergo-os como metal
derretido pelo
meu calor. Este calor
que é teu, exclusivamente teu.
Destruir é mais fácil
que tudo, por isso destruo
os factos que nos distancia
e em um dia frágil
de segundos
que eu irei distorcer,
para que o minuto pareça uma hora
o segundo um minuto
a hora uma eternidade,
Irei ser um cavaleiro eterno.
E em meus braços
encontrarás uma segurança
que nunca necessitaste
mas que ta darei de qualquer forma.
a dizer que não
perdoa-me por sentir
que o meu mundo já
não sou eu.
Digo não ao que os meus olhos
vêem, com todas as certezas.
Factos tornam-se mentiras
que facilmente quebro,
vergo-os como metal
derretido pelo
meu calor. Este calor
que é teu, exclusivamente teu.
Destruir é mais fácil
que tudo, por isso destruo
os factos que nos distancia
e em um dia frágil
de segundos
que eu irei distorcer,
para que o minuto pareça uma hora
o segundo um minuto
a hora uma eternidade,
Irei ser um cavaleiro eterno.
E em meus braços
encontrarás uma segurança
que nunca necessitaste
mas que ta darei de qualquer forma.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Minha Querida
Que há, minha querida,
nesse piano que tocas?
Que há mais? Do que peças
que pedimos?
Sons que imaginamos ouvir...
Sinto-me com sorte
por me sentar ao lado desse
piano,
onde as gentis mãos
tocam as severas teclas,
onde o branco e o preto
parecem tão distintos
e não existe nenhum cinzento...
Adoro ouvir-te.
Nem que seja a rir,
por cinco segundos
escassos,
esquecidos do cinzento
e monótono,
quebrados por esse mesmo rir.
Sinto-me com sorte,
porque me atrevo a sonhar...
Junto deste piano,
junto de ti, minha querida.
nesse piano que tocas?
Que há mais? Do que peças
que pedimos?
Sons que imaginamos ouvir...
Sinto-me com sorte
por me sentar ao lado desse
piano,
onde as gentis mãos
tocam as severas teclas,
onde o branco e o preto
parecem tão distintos
e não existe nenhum cinzento...
Adoro ouvir-te.
Nem que seja a rir,
por cinco segundos
escassos,
esquecidos do cinzento
e monótono,
quebrados por esse mesmo rir.
Sinto-me com sorte,
porque me atrevo a sonhar...
Junto deste piano,
junto de ti, minha querida.
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