Quando passeio, mostro-me
minhas mãos tão frias,
tão fracas e banais.
E nestas mãos
que tento aquecer,
mesmo sem poder
sou eu quem tem que o fazer...
Eu se soprar,
sei que seria frio.
Para que arrefecer o que já
está frio, nada de eu?
Eu sei que sou quente como um cobertor.
Que aqueço quem se aproxima,
quem necessita e até quem simplesmente
quer calor.
Mas onde vou eu buscar tanto quente
que não sinto para mim?...
É quando vejo,
ou sinto um vibrar
são as novas tecnologias
que me estão acordar.
és um quente que me guia,
onde o meu dia principia.
Por momentos esqueci-me que estava vivo,
e aí adormeci em braços roubados
que me escolheram,
sem saber quando e como
fiquei ali sem mais
reclamar.
Se pudesse encostava o meu céu ao teu.
Para te mostrar quem se perdeu
como fui eu,
e como estou.
Sinto-te aqui.
Algo mais que um ombro onde
me deitar,
alguém com quem me
posso alegrar
e me mostrar.
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