domingo, 27 de dezembro de 2009

Duas vontades

Tenho sonhos em meus pequenos olhos.
Brotam como fontes, numa dualidade
de vontades que nem eu consigo controlar.

São intensamente vagas e rapidamente
meticulosas. Atrevem-se ao inatingível.

Sonham com o que não se atinge
por isso mesmo são sonhos,
essas minhas vontades
que saem de meus olhos castanhos.

Voam vagarosamente pela cidade
brincado e tocando em tudo,
como crianças descuidadas
como pessoas mimadas.

Sento-me agora, tapando a cara.
Parou de sonhar...
Deixem-me descansar...

1 comentário:

  1. há sonhos em que dizemos " nao devia ter acordado" outros em que o que mais desejamos é acordar...preferia sonhar até morrer, mas sonhar algo bom...lol
    nao sou la grande comentadora, mas gostei do poema..agora descansa, por o sonho até nao é mau de todo!

    ResponderEliminar